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| Lucratividade e Responsabilidade |
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Atualmente, para uma empresa obter sucesso em seu mercado deve estar pronta para uma acirrada disputa com seus concorrentes. Enganam-se aqueles que pensam que esta competição está limitada às tabelas de custos e aos planos de investimento. O atual tabuleiro de xadrez global trouxe para a pauta de discussões a responsabilidade social e ambiental corporativa como um fator decisivo da competitividade de mercado, sendo um dos pilares estratégicos que orientam tomadas de decisão e ações de capacitação dos empregados. Não importa o porte da empresa, responsabilidade ambiental é dever de todo mundo, não apenas das grandes corporações. No Brasil, por sua riqueza de recursos naturais, esta responsabilidade tende a ser ainda maior, especialmente hoje frente aos alertas de aquecimento global e esgotamento dos recursos do planeta. As companhias têm feito investimentos em tecnologias limpas, programas de redução ou anulação de emissões de carbono, reciclagem, conscientização de funcionários e restrições a clientes que não respeitam o meio ambiente. Analistas ressaltam que tais medidas não devem ser encaradas como um modismo e afirmam que elas realmente geram retorno financeiro às empresas. Existem inclusive índices em bolsas de valores que destacam as companhias mais responsáveis. O professor de governança corporativa da Trevisan Escola de Negócios e diretor da Apimec Roberto Gonzalez lembra que a pressão externa é ainda maior. "Na Europa, por exemplo, eles queriam saber de onde vinha o aço de todos os produtos comprados do exterior, se havia impacto ambiental na produção", relatou. "Outro setor bastante cobrado é o petroquímico, que causa alto impacto ambiental e os clientes europeus começaram a exigir responsabilidade sócio-ambiental". O investimento em controle ambiental vem crescendo a cada ano no Brasil e não apenas por parte de empesas que geram grandes impactos ambientais, empresas de outros setores como é o caso de bancos, também aderem a causa ambiental e criam programas e ações voltadas para esse fim. Muitos bancos inclusive negam acesso à recursos financeiros às empresas que não estão em conformidade com sua responsabilidade ambiental. Veja o que diz o sr. Geraldo Soares, superintendente de Relações com Investidores do Itaú. "Usamos para financiamentos de US$ 5 a US$ 10 milhões. Já rejeitamos financiamentos de empresas que não queriam se adequar à responsabilidade ambiental". "Essa posição cria uma cultura entre as demais empresas, que vão se adequar ao verem que têm acesso restrito", afirmou. É também uma garantia de menor inadimplência, segundo ele, já que uma empresa penalizada por desrespeito a leis ambientais representa risco maior de não honrar um financiamento. Empresas comprometidas com a responsabilidade sócio-ambiental tem melhor visibilidade no mercado. São consideradas sérias e portanto parceiras ideais para realização de negócios. Investir em ações sócio-ambientais gera retorno, não apenas para a imagem, mas também para os cofres das organizações.
É muito fácil para uma empresa estar em conformidade com a sua responsabilidade ambiental. O ideal é que a empresa desenvolva um SGA - Sistema de Gestão Ambiental, dessa forma ela pode controlar seus impactos e se adequar de forma correta à legislação vigente.
Fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/responsabilidade_ambiental_e_bom_negocio_para_empresas/10749/ acesso em 09/12/2008
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